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Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste... more
Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste artigo, a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos (SPEH) e o seu órgão, a Revista de História, assumem tais lugares, impulsionados, em larga medida, pelo labor de Fidelino de Figueiredo, personalidade primacial na criação e institucionalização da SPEH e da publicação citada e que, em 1910, com 22 anos, publicou O espírito histórico, obra que constituiu o arranque epistemológico e simbólico, mas também a seiva das iniciativas referidas. A SPEH e o opúsculo fideliniano serão abordados num primeiro momento deste artigo.Na segunda parte, procura-se analisar os conceitos historiográficos operatórios plasmados no periódico que fazem a ponte entre práticas e escritas historiográficas, configurando discursos e representações, exibindo a tensão entre a preval...
Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste... more
Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste artigo, a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos (SPEH) e o seu órgão, a Revista de História, assumem tais lugares, impulsionados, em larga medida, pelo labor de Fidelino de Figueiredo, personalidade primacial na criação e institucionalização da SPEH e da publicação citada e que, em 1910, com 22 anos, publicou O espírito histórico, obra que constituiu o arranque epistemológico e simbólico, mas também a seiva das iniciativas referidas. A SPEH e o opúsculo fideliniano serão abordados num primeiro momento deste artigo.Na segunda parte, procura-se analisar os conceitos historiográficos operatórios plasmados no periódico que fazem a ponte entre práticas e escritas historiográficas, configurando discursos e representações, exibindo a tensão entre a preval...
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Publicação da Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos (1911-1928).
Research Interests:
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Location: West University of Timisoara (Romenia)
Date: 15th-18th September (2015)
The 18th Annual Conference of the HCG Group, Multi-, Inter-, Pluri-, Languages, Cultures and Identities in Complex Societies
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Nos últimos anos, o espaço tem sido uma dimensão crescentemente valorizada pela historiografia. Depois de um momento-chave associado à tradição dos Annales e, em especial, aos trabalhos de Fernand Braudel, que nos legaram uma história... more
Nos últimos anos, o espaço tem sido uma dimensão crescentemente valorizada pela historiografia. Depois de um momento-chave associado à tradição dos Annales e, em especial, aos trabalhos de Fernand Braudel, que nos legaram uma história atenta à geografia e às suas condicionantes, surgiram recentemente novas propostas historiográficas que procuraram repensar a espacialidade na história. Neste seminário propomo-nos reflectir sobre uma forma historicamente específica da dimensão espacial: o território. No primeiro painel pretendemos explorar fenómenos históricos que estão nas margens da constituição do território, mas que são determinantes para definir os seus limites externos (fronteira e descobrimento). No segundo painel, pretendemos discutir como se constrói materialmente o território, através, por um lado, do estabelecimento de uma malha administrativa territorial e, por outro, da intervenção tecnológica na
paisagem. Transversal a estes debates será ainda a tentativa de relacionar e integrar numa mesma narrativa historiográfica os espaços metropolitanos e coloniais.
Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste... more
Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste artigo, a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos (SPEH) e o seu órgão, a Revista de História, assumem tais lugares, impulsionados, em larga medida, pelo labor de Fidelino de Figueiredo, personalidade primacial na criação e institucionalização da SPEH e da publicação citada e que, em 1910, com 22 anos, publicou O espírito histórico, obra que constituiu o arranque epistemológico e simbólico, mas também a seiva das iniciativas referidas. A SPEH e o opúsculo fideliniano serão abordados num primeiro momento deste artigo.

Na segunda parte, procura-se analisar os conceitos historiográficos operatórios plasmados no periódico que fazem a ponte entre práticas e escritas historiográficas, configurando discursos e representações, exibindo a tensão entre a prevalência de uma historiografia erudita e tradicional, mais rankeana do que inspirada na escola metódica, e a necessidade de afirmação do espírito histórico nacional, ao arrepio do positivismo e do republicanismo radical.