Pedro Albuquerque
Universidade de Lisboa, Centro de Arqueologia, Graduate Student
- History, Anthropology, Archaeology, Classical Archaeology, Archaeological Method & Theory, Funerary Archaeology, and 27 moreArchaeological Theory, Ethnoarchaeology, Archaeology of ethnicity, Archaeological Ethics, Ancient Greek Historiography, Arqueología del centro y occidente de México, Os Lusiadas Uma Epopeia Humanista, Excertos Lusiadas, Tartessos Portugal, Ancient History, Iconography, Bronze Age Europe (Archaeology), Iron Age, Douwe Fokkema, Ali Mazrui, Ancient Near East (Archaeology), Tartessos, Ancient Trade & Commerce (Archaeology), Phoenician Punic Archaeology, Protohistoric Iberian Peninsula, Late Bronze Age archaeology, Phoenicians, Archaeology of the Iberian Peninsula, Iron Age Iberian Peninsula (Archaeology), Roman ceramics, Religion and ritual in prehistory, and History of Childhood and Youthedit
Neste trabalho aborda-se, diacronicamente, as representações de Ulisses nas lucernas romanas, considerando as possíveis leituras interpretativas de este fenómeno e o que o potenciou. Antes de analisar-se a tipologia e a cronologia das... more
Neste trabalho aborda-se, diacronicamente, as representações de Ulisses nas lucernas romanas, considerando as possíveis leituras interpretativas de este fenómeno e o que o potenciou. Antes de analisar-se a tipologia e a cronologia das lucernas em que surgem as cenas, avançamos algumas considerações pertinentes para a interpretação final de uma narrativa “lychnológica” plasmada em diferentes relevos. A longevidade temporal das façanhas de Ulisses é indício claro da sua importância narrativa literária nos contextos culturais helénico e romano. Das várias formas de transmissão, entre elas a via oral, não devemos esquecer a importância da arte como veículo de propagação de conhecimento.
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Resumo: O topónimo Cassitérides (ilhas do estanho) documenta-se pela primeira vez nas Histórias de Heródoto no século V a.C., sem que o autor proporcione uma localização precisa. Os textos posteriores mencionam um arquipélago situado... more
Resumo: O topónimo Cassitérides (ilhas do estanho) documenta-se pela primeira vez nas Histórias de Heródoto no século V a.C., sem que o autor proporcione uma localização precisa. Os textos posteriores mencionam um arquipélago situado junto às costas do Noroeste da Península Ibérica. Neste trabalho estudamos as possíveis fontes de conhecimento sobre estes territórios na época arcaica, no contexto da configuração de uma "geografia dos recursos", bem como a receção destes textos na historiografia moderna. Esta, por sua vez, caracteriza-se pela elaboração de discursos nos quais se reivindica a perten-ça destas ilhas a Inglaterra (Ilhas Scilly) ou à Galiza, partindo da exegese das fontes e de propostas de etimologia, quer do topónimo, quer de palavras rela-cionadas. Discutem-se, em último lugar, os dados arqueológicos recentemente analisados no Projecto Estrímnides, que reforçam a hipótese de que estas ilhas se localizavam nas costas galegas. Palavras-chave: Cassitérides, Projeto Estrímnides. Abstract: The Place name Cassiterides (Tin Islands) is mentioned for the first time in Herodotus' Histories (5th Century BC). This author does not provide a precise location, but later texts locate these islands in front of the Northwestern Iberia' s coast. In this paper we analyse the possible sources of acquaintance about these territories in the Archaic period, within the context of a "Geogra-phy of the Resources". We also analyse the modern reception of those texts, where it is stated that the Cassiterides were located on the Scilly Islands or in Galicia. These hypotheses were based on the exegesis of literary sources, as well as on the etymology of the Place name and related words. We discuss the archaeological data recently studied within the Estrimnides Project, which reinforce the idea that the Cassiterides were located on the Galician shores.
Resumo. Estudos recentes têm vindo a destacar a toponímia proto-histórica enquanto ferramenta para a interpretação do registo arqueológico, particularmente da sua filiação étnica. Este artigo discute, do ponto de vista metodológico, o uso... more
Resumo. Estudos recentes têm vindo a destacar a toponímia proto-histórica enquanto ferramenta para a interpretação do registo arqueológico, particularmente da sua filiação étnica. Este artigo discute, do ponto de vista metodológico, o uso anacrónico das informações da Linguística no discurso arqueológico, sobretudo no que diz respeito à formação, transmissão e cronologia destes topónimos, assumindo que são estudos realizados sobre línguas antigas desconhecidas. Estes aspectos levam a que a relação entre Arqueologia e Toponímia seja problemática, principalmente quando o objectivo é a análise de vestígios materiais de períodos mais recuados. Apresentam-se alguns casos que revelam estes problemas. Abstract. Recent research gave some visibility to Protohistoric toponyms as tools for the interpretation of the archaeological record, particularly its ethnic identification. This paper discusses, discusses, from a point of view, the anachronistic use of data from Linguistics in the archaeological discourse, especially the formation, transmission and chronology of those toponyms created by unknown languages. This leads us to consider that the relationship established between Archaeology and Toponymy is problematic, especially when there is a remarkable chronological gap between the data they provide. We present some case studies that reveal these problems.
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Resumo: Apresentam-se neste texto alguns comentários sobre um projecto de investigação que incidirá sobre o registo arqueológico do território compreendido entre a foz do Guadiana e as imediações de Badajoz (sécs. VIII a.C.-I d.C.).... more
Resumo: Apresentam-se neste texto alguns comentários sobre um projecto de investigação que incidirá sobre o registo arqueológico do território compreendido entre a foz do Guadiana e as imediações de Badajoz (sécs. VIII a.C.-I d.C.). Discutem-se conceitos básicos como fronteiras físicas/ territoriais e fronteiras simbólicas e a sua relevância para a interpretação dos vestígios materiais, em particular das cerâmicas e da sua relação com a alimentação enquanto senha de identidade. Summary: This article presents some commentaries about an investigation project that deals with the archaeological record of the Low and Medium Guadiana Valley between the 8th Century BC and the 1st Century AD. It discusses some key concepts like physical/ territorial boundaries and symbolic boundaries and its relevance for the interpretation of the archaeological record, particularly the ceramics and its relationship with the food as an identity marker.
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Apresentam-se algumas questões sobre as vantagens do método comparativo na interpretação de processos de interacção identificados no registo arqueológico e nas fontes escritas. A comparação incide sobre alguns case studies que reflectem... more
Apresentam-se algumas questões sobre as vantagens do método comparativo na interpretação de processos de interacção identificados no registo arqueológico e nas fontes escritas. A comparação incide sobre alguns case studies que reflectem contactos entre grupos europeus e africanos em contextos diferentes (São Jorge da Mina
e Angola), bem como sobre a construção das identidades dos Luso-africanos. Estes casos permitem colocar questões sobre as representações dos “Tartéssios” nas fontes antigas e sobre os processos de interacção que tiveram lugar no Sudoeste da Península Ibérica durante a primeira metade do I Milénio a.C.
e Angola), bem como sobre a construção das identidades dos Luso-africanos. Estes casos permitem colocar questões sobre as representações dos “Tartéssios” nas fontes antigas e sobre os processos de interacção que tiveram lugar no Sudoeste da Península Ibérica durante a primeira metade do I Milénio a.C.
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Resumen: Los paisajes transfronterizos son espacios dotados de una especial singularidad por su situación de límite y, al mismo tiempo, de transición entre realidades políticas, históricas o incluso culturales distintas. Como una... more
Resumen: Los paisajes transfronterizos son espacios dotados de una especial singularidad por su situación de límite y, al mismo tiempo, de transición entre realidades políticas, históricas o incluso culturales distintas. Como una herramienta más en el proceso de integración, el Consejo de Europa aprovechó esta condición para impulsar la figura de la " Eurorregión " , una estructura destinada a fomentar la cooperación entre dos o más regiones colindantes. Las eurorregiones constituyen, por tanto, una oportunidad para emprender acciones que favorezcan la cohesión de las comunidades situadas a ambos lados de la frontera. Entre ellas, las iniciativas orientadas al estudio del paisaje de frontera se han convertido en una importante línea de trabajo especialmente dirigida a la transferencia del conocimiento a las administraciones, al tejido productivo y la sociedad. En este tipo de aproximaciones confluyen enfoques, temáticas y disciplinas distintas que tienen como objetivo común el análisis, diagnóstico e intervención en los paisajes como recurso pero también como bien, estrechamente ligado a la calidad de vida de sus habitantes. Proponemos, como caso de estudio, la Eurorregión Alentejo-Algarve-Andalucía, haciendo especial hincapié en su dimensión patrimonial. Se examinarán los proyectos ya emprendidos, tanto desde el ámbito institucional como académico, los recursos y herramientas disponibles, los desarrollos metodológicos y las principales limitaciones. Palabras Clave: paisaje transfronterizo, eurorregiones, cooperación internacional, identidad de frontera, metodología
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Luís Vaz de Camões, no poema épico Os Lusíadas, refere os Campos Tartésios (III, 100) e o rio Tarteso (VIII, 29). O objectivo deste artigo é explicar a presença destas referências geográficas no poema, analisando a vida do poeta (e as... more
Luís Vaz de Camões, no poema épico Os Lusíadas, refere os Campos Tartésios (III, 100) e o rio Tarteso (VIII, 29). O objectivo deste artigo é explicar a presença destas referências geográficas no poema, analisando a vida do poeta (e as discussões em torno desta) e a sua relação com o contexto cultural e intelectual no Portugal do século XVI, bem como alguns aspectos da construção deste brilhante testemunho da literatura portuguesa. Após a discussão deste contexto, analisa-se a discussão em torno das fontes clássicas, portuguesas e espanholas que, provavelmente, o autor utilizou para escrever o poema, o que é comparado com as poucas informações que detemos quando tentamos reconstruir a vida do poeta. Neste sentido, é provável que Camões tenha adquirido alguns conhecimentos na Índia e não apenas em Portugal. Conclui-se que as prováveis fontes para Tartessos n'Os Lusíadas são o Dictionarium de A. A. Nebrija e o Libro de Grandezas y cosas memorables de España, de Pedro de Medina, escrito em 1548 (i.e., antes da partida de Camões para a Índia), especialmente o primeiro na versão latina do termo (tartessus/ tartessius). Analisam-se, igualmente, as regras da métrica que, provavelmente, obrigaram o poeta a incluir, n'Os Lusíadas III, 100 e VIII, 29, os termos campos tartésios (uma alternativa a campos de Tarifa) e Tarteso (uma alternativa a Guadalquivir, Bétis e outros sinónimos utilizados no poema). Do ponto de vista historiográfico, Camões não estava interessado neste tema, uma vez que tenta, primeiro, dar ao seu país uma espécie de identidade colectiva e uma mensagem nacionalista (Lusíadas = filhos de Luso). Estas referências levam-nos a incluir Camões na história da recepção de Tartessos na historiografia ibérica.
