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Luís Mendes
  • Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa,
    Centro de Estudos Geográficos,
    Instituto Interdisciplinar de Investigação da Universidade de Lisboa,
    Av. Prof. Gama Pinto, 2
    Sala B3.05
    1649-003 Lisboa
  • +351217904700
  • Geógrafo. Licenciado em Geografia e Mestre em Estudos Urbanos, pelo Departamento de Geografia da Faculdade de Letras ... moreedit
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Special number of the journal "Ur - Cadernos da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa", dedicated to Lisbon. The issue was peer-reviewed. Link to download:... more
Special number of the journal "Ur - Cadernos da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa", dedicated to Lisbon. The issue was peer-reviewed.
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Coordination:
Margarida Moreira
Catarina Teles Ferreira Camarinhas

Editorial Team:
Margarida Moreira
Catarina Teles Ferreira Camarinhas
Alexandra Ai Quintas
Miriam Pereira

Authors:
Catarina Camarinhas
Diana Soeiro
Francisco Serdoura
Guilherme Alves Coelho
Helena Almeida
Inês Rodrigues
João Pedro Costa
João Rafael Santos
José Nicolau Tudella
Luís Filipe Mendes
Luís Guimarães Lobato t
Madalena Cunha Matos
Tânia Beisl Ramos
Vasco Massapina
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Fieldwork in geography education is an important activity in terms of promoting the development of geographical knowledge and skills that go beyond school learning. The way this contact with the real world is done has evolved from the... more
Fieldwork in geography education is an important activity in terms of promoting the development of geographical knowledge and skills that go beyond school learning. The way this contact with the real world is done has evolved from the traditional school visit (fieldtrip) to models where students’ involvement is deeper representing the contribution
of several educational theories in geography educational practices. This paper presents a rational about fieldwork implementation as a methodology of data collection used in research undertaken at a local scale, included in a program of geography initial teacher training. As the experience took place in an urban area, the paper includes a conceptual
framework about the potential of the city as a research area in terms of fostering critical thinking and the formation of geographically competent citizens.
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Este artigo foca-se nas recentes alterações no perfil do processo de gentrificação experimenta-do em Lisboa, reforçadas no âmbito da pós-crise capitalista 2008-2009 e na última fase de capi-talismo financeirizado. Pretendemos identificar... more
Este artigo foca-se nas recentes alterações no perfil do processo de gentrificação experimenta-do em Lisboa, reforçadas no âmbito da pós-crise capitalista 2008-2009 e na última fase de capi-talismo financeirizado. Pretendemos identificar forças motrizes importantes da financeirização do ambiente construído e do setor imobiliário que estão na raiz da onda de supergentrificação que está a ocorrer em Lisboa na última década e que permitem maximizar uma produção capitalista do espaço urbano, agravando a segregação resi-dencial, a polarização social e a injustiça espacial nesta mais recente fase do capitalismo financeirizado. O enfoque empírico centra-se na análise de evidências de uma protogentrificação que se parece afirmar na Colina de Santana, no centro histórico de Lisboa. Palavras-chave: gentrificação; supergentrificação; financeirização; produção do espaço urbano; habi-tação; Lisboa; Colina de Santana. Abstract The paper focuses on recent changes in the profile of the gentrification process experienced in Lisbon, reinforced in the context of the 2008-2009 capitalist post-crisis and in the last phase of financialized capitalism. We intend to identify important driving forces in the financialization of the built environment and of the real estate sector that are at the root of the super-gentrification wave that has been occurring in Lisbon in the last decade. These forces allow to maximize a capitalist production of the urban space, aggravating residential segregation, social polarization and spatial injustice in this latest phase of financialized capitalism. The empirical analysis focuses on evidences of a proto-gentrification that seems to be consolidating itself at Colina de Santana, in the historic center of Lisbon.
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Elabora-se um comentário crítico ao relatório produzido pela Relatora Especial das Nações Unidas (NU) para a questão da habitação em Portugal, durante a sua visita ao nosso país no fim do ano de 2016 e apresentado ao Conselho dos Direitos... more
Elabora-se um comentário crítico ao relatório produzido pela Relatora Especial das Nações Unidas (NU) para a questão da habitação em Portugal, durante a sua visita ao nosso país no fim do ano de 2016 e apresentado ao Conselho dos Direitos Humanos das NU em março de 2017. O relatório examina a implementação do direito à habitação, incidindo sobre a legislação nacional, as políticas e os programas, bem como os problemas estruturais existentes neste domínio e os desafios que têm ainda de ser cumpridos para se alcançar o Direito à Habitação a nível nacional e subnacional. É dada particular importância às comunidades vulneráveis, sobretudo num contexto de austeridade de pós crise capitalista 2008/2009 e às propostas e recomendações políticas feitas pelas NU ao Governo Português. A critical comment is made on the report produced by the United Nations Special Rapporteur on Housing in Portugal during her visit to our country at the end of 2016 and presented to the UN Human Rights Council in March 2017. The report examines the implementation of the right to housing, focusing on national legislation, policies and programs, as well as the structural problems in this area and the challenges that still have to be fulfilled in order to achieve the right to housing at a National and subnational levels. Particular importance is given to vulnerable communities, especially in the context of austerity in post-crisis capitalist 2008/2009 and to the political proposals and recommendations made by the UN to the Portuguese Government.
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This article aims to make a retrospective of the several theses that for decades characterized the work of Neil Smith on gentrification and the agents and processes inherent in this process. It is based on the discussion and reflection on... more
This article aims to make a retrospective of the several theses that for decades characterized the work of Neil Smith on gentrification and the agents and processes inherent in this process. It is based on the discussion and reflection on the several perspectives of the Marxist paradigm of geography and its impact on the concepts and methodology used by Smith, from the late 1970s until the recent end of his academic career, to understand and analyze the process of gentrification as urban restructuring, within the theoretical and methodological framework of Critical Geography.
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A unidade curricular de Temas da História e Geografia de Portugal, do mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e de Português e História e Geografia de Portugal no 2.º CEB, da Escola Superior de Educação de Lisboa, tem como... more
A unidade curricular de Temas da História e Geografia de Portugal, do mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e de Português e História e Geografia de Portugal no 2.º CEB, da Escola Superior de Educação de Lisboa, tem como principais objetivos de aprendizagem o aprofundamento, o estudo e análise de temas do Meio social, a partir da História e Geografia de Portugal (HGP); o reconhecimento das potencialidades da história local/regional e da geografia dos lugares para o estudo/investigação da HGP; o desenvolvimento de técnicas e procedimentos de investigação em História e Geografia; e a conceção e planificação de projetos de investigação, a partir de temas da História e Geografia, com um enfoque local.
Os estudantes são convocados a desenvolver um trabalho de pesquisa que parta das potencialidades de alguns temas e dos recursos patrimoniais que o Meio oferece. O projeto de investigação que aqui se apresenta tem como tema as feiras medievais e procurou compreender a sua importância espácio-temporal na HGP, bem como a sua recriação na atualidade, à luz de um quadro conceptual crítico da patrimonialização enquanto ‘invenção da tradição’. A partir da investigação feita em torno destas questões, que em termos metodológicos recorreu a pesquisa bibliográfica, a trabalho de campo e ao questionário, fez-se uma proposta de preparação e recriação de uma feira medieval.
Neste texto, expõe-se a questão de partida, bem como a identificação e caracterização do problema, em que se explicitará as questões secundárias e a metodologia adotada. Far-se-á um enquadramento teórico, com o desenvolvimento de alguns conceitos-chave e apresenta-se uma proposta de atividades planificadas com o objetivo de trabalhar as feiras históricas numa turma do 1º CEB.
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Resumo: O presente artigo apresenta-se como um manifesto contra a gentrificação da cidade contemporânea. Fundamentando-se no paradigma da geografia marxista, o manifesto expõe a gentrificação como processo de injustiça e desigualdade... more
Resumo: O presente artigo apresenta-se como um manifesto contra a gentrificação da cidade contemporânea. Fundamentando-se no paradigma da geografia marxista, o manifesto expõe a gentrificação como processo de injustiça e desigualdade espacial, que aprofunda a segregação residencial e a divisão social do espaço urbano, respondendo aos interesses dos movimentos cíclicos de capital e do Estado Capitalista, reforçados no âmbito do pós-crise capitalista 2008-2009. Termina com um conjunto trialético de postulados e respetivas medidas alternativas que pretendem mitigar e combater os efeitos da gentrificação turística em Lisboa.
Abstract: This paper presents itself as a manifesto against the gentrification of the contemporary city. Based on the paradigm of Marxist geography, the manifesto exposes gentrification as a process of injustice and spatial inequality, which deepens residential segregation and the social division of urban space, responding to the interests of the cyclical capital movements and the Capitalist State, reinforced under the post-crisis capitalist period 2008-2009. It ends with a set of triesthetic postulates and respective alternative measures that aim to mitigate and combat the effects of tourist gentrification in Lisbon.
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Neste artigo pretendo identificar forças motrizes importantes da financeirização do ambiente construído e do setor imobiliário que estão na raiz da onda de gentrificação turística que está ocorrendo em Lisboa na última década. Será... more
Neste artigo pretendo identificar forças motrizes importantes da financeirização do ambiente construído e do setor imobiliário que estão na raiz da onda de gentrificação turística que está ocorrendo em Lisboa na última década. Será analisada a viragem neoliberal recente na política urbana em Portugal, responsável por ter criado as condições para um urbanismo austeritário e legitimando a ideologia da necessidade "natural" e "inevitável" da turistificação nos bairros históricos de Lisboa, no período da pós-crise capitalista de 2008-2009. Nas narrativas de marketing urbano e racionalidade neoliberal, a viragem neoconservadora no governo da cidade tem como objetivo tornar Lisboa uma cidade mais competitiva, atraindo investimentos estrangeiros, visitantes, turistas, amarrando os fluxos de capital imobiliário ao seu ambiente construído, em um quadro da globalização da concorrência entre cidades e lugares.
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Fundamentando-se no paradigma da geografia crítica, e partindo de uma cartografia conceptual prévia em torno do processo de gentrificação, o artigo expõe esta reestruturação urbana como processo de injustiça e desigualdade espacial, que... more
Fundamentando-se no paradigma da geografia crítica, e partindo de uma cartografia conceptual prévia em torno do processo de gentrificação, o artigo expõe esta reestruturação urbana como processo de injustiça e desigualdade espacial, que aprofunda a segregação residencial e a divisão social do espaço urbano, respondendo aos interesses dos movimentos cíclicos de capital e do Estado Capitalista, reforçados no âmbito do pós-crise capitalista 2008-2009. Pretendemos identificar forças motrizes importantes da financeirização do ambiente construído e do sector imobiliário que estão na raiz da onda de gentrificação que está a ocorrer em Lisboa na última década e que permitem maximizar uma produção capitalista do espaço urbano.
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em Portugal em geral e nas cidades de Lisboa e Porto em particular, o turismo tem ganho um peso significativo nos últimos anos (ine, 2015), com um crescimento ininterrupto (pelo menos na última década) registando aumentos consideráveis de... more
em Portugal em geral e nas cidades de Lisboa e Porto em particular, o turismo tem ganho um peso significativo nos últimos anos (ine, 2015), com um crescimento ininterrupto (pelo menos na última década) registando aumentos consideráveis de chegadas de turistas, dormidas e receitas diárias. esta evolução tem um impacto directo e indirecto na economia nacional, tanto ao nível de riqueza criada como de empregos assegurados, para além de todo o processo de revitalização urbana, evidente pela reabilitação do edificado e do parque habitacional i que se tem dado a conhecer e que tem dado uma nova vida à cidade. Comumente tem‑se considerado que a expansão exponencial da turistificação no centro histórico da cidade de Lisboa reside na conjugação de vários elementos decisivos: o recurso a plataformas online como o Booking.com, Airbnb, Windu, Homeaway, etc. que permitem uma hiperescolha, bastante indivi‑ dualizada se pensarmos nas estadias organizadas via internet; o contínuo embaratecimento da mobili‑ dade internacional, nomeadamente através das companhias aéreas low cost; a tendência a nível global de aumento da procura por estabelecimentos turísticos alternativos, localizados em bairros típicos, confe‑ rindo maior " autenticidade urbana " e uma experiência local na estadia, indo de encontro ao desejo de cosmopolitismo do turista/visitante personificando objectivos de distinção socia, que só a qualidade urbana da estadia e alojamento no centro histórico pode emprestar; a falta de oferta hoteleira no centro histórico da cidade, onde, por outro lado, havia um elevado número de edifícios devolutos e em avan‑ çado estado de degradação; a percepção de rentabilidades mais elevadas no alojamento turístico de
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RESUMO Neste último ensaio sobre o carácter neoliberal da nova reforma do poder local português de 2012, impõe-se uma análise comparativa com as Leis 10/2003 e 11/2003, que constituem, nos últimos dez anos em Portugal, o último pacote... more
RESUMO Neste último ensaio sobre o carácter neoliberal da nova reforma do poder local português de 2012, impõe-se uma análise comparativa com as Leis 10/2003 e 11/2003, que constituem, nos últimos dez anos em Portugal, o último pacote legislativo significativo relativo à reforma da administração do território. Partindo da sistematização de ideias já discutidas anteriormente em torno da nova reforma do território e das expectativas de criação e gestão de Comunidades Intermunicipais, vamos procurar demonstrar, como denuncia o título, de que forma o processo de " descentralização " pressuposto neste modelo de reforma territorial é uma fraude e tende a centralizar mais do que a descentralizar. O ponto de partida é de que não se evidencia, na prática, apenas uma transferência de competências políticas do poder central para o poder local, mas sobretudo de deveres e encargos. Trata-se sim de uma desconcentração centralizadora, pois na hora da verdade, são muito mais fortes os fatores centrípetos do que os centrífugos. A questão de partida que nos guiará será: como se pode recentralizar por via de uma potencial descentralização, ao serviço do governo neoliberal do território? ABSTRACT In this last essay on the neoliberal nature of the new Portuguese local government reform of 2012, we develop a comparative analysis with Laws 10/2003 and 11/2003, which constitute, in the last ten years in Portugal, the last major legislative package related to the reform of the administration of the territory, preceding the current reform of the administrative map of the country. Starting from the systematization of ideas discussed in previous articles about the new territorial reform and the expectations of creation and management of Intermunicipal Communities, we will try to demonstrate, as the title denounces how the process of "decentralization" presupposed in this model of territorial reform is a fraud and tends to centralize rather than decentralize. The starting point is that in practice there is no evidence of a transfer of political powers from the central power to the local authorities, but above all from duties and responsibilities. It is a centralized deconcentration, because in the moment of truth, the centripetal factors are much stronger than the centrifugal ones. The starting point that will guide us will be: how can we recentralize through a potential decentralization, at the service of the neoliberal government of the territory?
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Partindo de uma perspectiva ou abordagem trialética que o termo “fronteira” empresta ao estudo da gentrificação, a discussão que desencadearemos em torno da gentrificação estruturar-se-á em duas partes essenciais. A primeira visa a fazer... more
Partindo de uma perspectiva ou abordagem trialética que o termo “fronteira” empresta ao estudo da gentrificação, a discussão que desencadearemos em torno da gentrificação estruturar-se-á em duas partes essenciais. A primeira visa a fazer uma cartografia conceitual da gentrificação e de como o processo tem evoluído nos estudos urbanos, desde os anos 60, à luz das principais hipóteses explicativas que a enformam. A segunda visa a mapear as principais fronteiras e desafios que se colocam à investigação do processo: a sua polêmica relação com as políticas públicas de reabilitação urbana; os equívocos do seu contributo para o mix social e residencial; as máscaras de bondade institucional que a regeneração urbana e a tese da cidade criativa representam para a produção da cidade como máquina de crescimento;
a expansão territorial, pluriescalar e glocal da gentrificação como estratégia ideológica a serviço de um urbanismo global, neoliberal e revanchista.
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ENTREVISTA Em entrevista à Gazeta do Povo , o professor da Universidade de Lisboa Luís Mendes fala desse fenômeno que está levando investimentos para as cidades, mas também alterando a identidade de seus bairros mais tradicionais Fabiane... more
ENTREVISTA Em entrevista à Gazeta do Povo , o professor da Universidade de Lisboa Luís Mendes fala desse fenômeno que está levando investimentos para as cidades, mas também alterando a identidade de seus bairros mais tradicionais Fabiane Ziolla Menezes [01/08/2016] [12h00]
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Resumo Neste artigo procuraremos demonstrar como a visão ascendente do bottom-up proposta pela suposta " descentralização " levada a cabo na reforma da administração do poder local português dos últimos anos, na verdade se afigura como... more
Resumo Neste artigo procuraremos demonstrar como a visão ascendente do bottom-up proposta pela suposta " descentralização " levada a cabo na reforma da administração do poder local português dos últimos anos, na verdade se afigura como uma estratégia de governamentalidade e de governança ao serviço de uma microgeografia do poder neoliberal. Entranhado na sociedade civil, o neoliberalismo contamina o tecido socioeconómico do espaço regional através dos chamados poderes difusos, a favor de novas técnicas de governamentalidade, de que os orçamentos participativos, a cidadania participativa e as metodologias de planeamento bottom-up são o melhor protótipo, enquanto dispositivos e práticas de uma pretensa descentralização. Todas estas estratégias são subvertidas pelos poderes neoliberais de forma a produzirem um consenso social conducente a um pensamento único hegemónico, ele próprio tributário da emergência de uma sociabilidade neoliberal cada vez mais individualista, mascarada de ação cívica, empreendorismo e empoderamento. No seguimento da linha metodológica iniciada nos artigos anteriores, realizaremos a revisão da literatura nacional e internacional sobre o tema e análise de conteúdo de documentos estratégicos do governo português produzidos nesta matéria. Abstract In this paper we will try to demonstrate how the upward view of the bottom-up proposal for the alleged "decentralization" carried out by the lately reform of the administration of the Portuguese local government actually appears as a strategy of governmentality and governance to a microgeography of neoliberal power. Entrenched in civil society, neoliberalism contaminates the socioeconomic fabric of regional space through so-called diffuse powers, in favor of new techniques of governmentality, which the best prototype are participatory budgeting, participatory citizenship and planning methodologies bottom-up, as devices and practices of an alleged decentralization. All these strategies are subverted by the neoliberal powers in order to produce a conducive social consensus in a single hegemonic thinking, himself a tributary of the emergence of an increasingly individualistic neoliberal sociability, disguised as civic action, entrepreneurship and empowerment. Following the methodological approach initiated in previous articles, we will conduct the review of national and international literature on the subject and content analysis of strategic documents of the Portuguese government produced in this area.
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Da gentrificação e do turismo à subida no preço da habitação: causas, consequências e propostas. O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação... more
Da gentrificação e do turismo à subida no preço da habitação: causas, consequências e propostas. O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria. Ponto 3 do artigo 65º da Constituição Portuguesa Um grupo informal de habitantes da cidade de Lisboa juntou­se à volta de uma preocupação comum: a percepção de uma abrupta alteração das dinâmicas da cidade e sobretudo da grande subida do preço da habitação. Começaram por conversar casualmente sobre o que os preocupava. Essas conversas tornaram­se mais regulares. As inquietações comuns tornaram­se mote para a organização de um debate à volta do tema. Das conversas e de alguma pesquisa foi escrito, a várias mãos, o texto abaixo. A grande intensificação do turismo em Lisboa tem implicado transformações significativas na vida de quem nela habita. Muitas são positivas, mas o que verificamos de forma empírica é que o saldo é negativo para a larga maioria que vive (n)a cidade. O que nos preocupa ao ponto de nos juntarmos para propôr o debate e procurar soluções, é aquilo que consideramos ser a mais devastadora das transformações de que falamos: o brutal aumento dos valores da habitação, com especial incidência no centro histórico alargado da cidade de Lisboa. Grande parte dos residentes, sem capacidade económica para enfrentar esta subida, está a ser forçada a deslocar­se para bairros cada vez mais periféricos. As zonas mais centrais da cidade parecem estar a tornar­se morada exclusiva dos mais ricos e de habitantes temporários. É incontornável que Lisboa vive um pico de projecção internacional; que as receitas do turismo podem contribuir para a recuperação económica do país; que este pode ser motor de reabilitação urbana do património arquitectónico e contribuir para a criação de emprego. Mas a aparente ausência tanto de uma estratégia de planeamento como da avaliação dos seus impactos, a par da quase inexistente regulação do processo, tem consequências avassaladoras. ​ Urge estancar a sangria do centro histórico da cidade e regular a actividade turística para que sirva os interesses da cidade, de quem a habita e de quem a visita. De uma breve análise da informação pública sobre o turismo em Lisboa emergem dados reveladores: o número de apartamentos em regime de alojamento local não pára de aumentar, tendo a ​ Associação do Alojamento Local de Portugal (ALEP) ​ calculado que surjam 200 alojamentos locais por mês em Lisboa; 40 novos hotéis têm inauguração anunciada para 2016 e 2017; milhares de pessoas compraram casa em Lisboa devido à Lei das Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (só de nacionalidade francesa, calcula­se que sejam 25 mil as pessoas que adquiriram ou arrendaram casa em Portugal). Estes dados indiciam algumas das causas da subida de preços da habitação. Propomos com este texto não uma desconstrução dos processos económicos e políticos que subjazem à emergência do turismo, mas um debate sobre os modos de ​ como pode este ser regulado de forma a que os
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1. What is tourism gentrification? 2. Indicators of the touristification in Lisbon 3. What are the major forces/causes of tourism gentrification in Lisbon? 4. What are the impacts of massive touristification in Lisbon´s historic center?... more
1. What is tourism gentrification? 2. Indicators of the touristification in Lisbon 3. What are the major forces/causes of tourism gentrification in Lisbon? 4. What are the impacts of massive touristification in Lisbon´s historic center? 5. What can be done to resist or mitigate tourism gentrification? Some Policy Findings & Recommendations
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Discussions of the recent austerity measures in Southern Europe as a response to the sovereign debt crisis have been usually framed in terms of their economic impact. However, the general impoverishment of these countries has induced... more
Discussions of the recent austerity measures in Southern Europe as a response to the sovereign debt crisis have been usually framed in terms of their economic impact. However, the general impoverishment of these countries has induced other massive social and political changes, a fact which is ignored in the literature. This volume seeks to fill this gap and break ground by analyzing these trends in the Portuguese context.  These changes include direct democracy experiments, the growing influence of social movements (the massive March 2011 demonstrations were a direct inspiration for the creation of the Indignado movement in Spain, attesting the contagion effect), solidarity economy and the major political change in the country's 42 years of democratic rule: an alliance of the left parties, unthinkable before the crisis, and which is reframing relations with the European Union. This volume offers a first approach to the massive political, social and cultural transformations taking place in the country that make Portugal, in certain aspects, a lab for innovative practices (e.g. participatory budgets and the alliance of the left parties) that may be used elsewhere as alternatives to current understandings of economic and political orthodoxy
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Carta conjunta I Associação Professores de Geografia I Associação Portuguesa de Geógrafos O que é que têm em comum os incêndios florestais, na região Centro, o troço de estrada que abateu em Vila Viçosa, a tempestade Leslie, a... more
Carta conjunta I Associação Professores de Geografia I Associação Portuguesa de Geógrafos O que é que têm em comum os incêndios florestais, na região Centro, o troço de estrada que abateu em Vila Viçosa, a tempestade Leslie, a gentrificação turística, em Lisboa, ou o Brexit? Geografia é a resposta. O território português tem sido alvo de situações-limite, prejudiciais ao bem-estar e à qualidade de vida da população, que têm também causado sérios danos às populações e às diversas atividades económicas, agravados pelos desequilíbrios estruturais que o configuram. Na correção dos desequilíbrios de um espaço multiescalar, o planeamento e o ordenamento do território assumem particular importância, constituindo uma das principais áreas do conhecimento geográfico e, portanto, de intervenção da Geografia. Considerando que a perceção do território sobre o qual incidem as ações de planeamento e ordenamento é um processo profundamente geográfico, a Geografia, para além de outras disciplinas, tem um papel fundamental na forma como os alunos veem, percecionam, conhecem e se apropriam do local, da região, do país, da Europa e do mundo. A Geografia é, na sua essência, a disciplina que nas suas dimensões conceptual e instrumental, é capaz de aliar a delimitação dos fenómenos geográficos através da sua representação cartográfica à compreensão do espaço vivido, independentemente da escala de análise-não de uma forma fragmentada e atomizada, mas estudando as suas multifuncionalidades, as interações e as conetividades no espaço e no tempo-para que os jovens possam agir de uma forma ativa, crítica e participativa, alicerçada numa cultura de território. Um povo que não conhece o seu território nunca o irá estimar e jamais irá compreender a importância da sua gestão e ordenamento. Como tal, é necessário (re)valorizar as interações que cada indivíduo estabelece diariamente com o território: o que os alunos conhecem (sobre o território e as suas ferramentas de representação) e o que podem fazer a partir da mobilização das competências geográficas que possuem. Com efeito, a Geografia promove a perceção e a conceção do território, a par de uma análise prospetiva. A Geografia nem sempre é valorizada no currículo nacional dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, embora a sua missão seja fundamental na formação de cidadãos ativos e com sentido crítico, bem como no reconhecimento da importância do planeamento e do ordenamento do território. A organização do funcionamento das disciplinas, numa lógica trimestral ou semestral, ou outra organização dos currículos, conforme preconizado no Decreto-Lei n.º 55/2018 (artigo 19º), deve ser alvo de reflexão. Deve haver abertura a novas formas de integração e articulação curricular, por forma a assegurar a qualidade do ensino nas escolas, das aprendizagens dos alunos e reduzir os níveis de ansiedade e de depressão e a síndrome de burnout na classe docente. É necessário que no horário de cada professor esteja contemplado o tempo destinado à implementação e concretização dos princípios orientadores do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, ou seja: I. as horas em que leciona a sua disciplina isoladamente e as horas em flexibilização curricular, através de projeto interdisciplinar, devendo selecionar as competências mais adequadas ao trabalho disciplinar e as que se podem desenvolver melhor em contexto de projeto; II. as horas para a discussão, reflexão e conceção dos projetos interdisciplinares. Existindo, atualmente, alunos com cargas letivas muito diferentes são alvo dos mesmos instrumentos de avaliação externa (exames e provas de aferição), contradizendo o que vem estipulado na Constituição da República Portuguesa quanto à equidade de todos os jovens face à Educação-na forma como os alunos aprendem, nos conhecimentos que adquirem e nas competências que desenvolvem. Há escolas onde os alunos estão com o professor de Geografia uns escassos e claramente insuficientes 45 minutos por semana. A matriz curricular presente no Decreto-Lei n.º 55/2018 deve, no nosso entender, ser regulamentada no sentido de exigir, a todas as escolas do país, tempos mínimos para cada área do saber, que sejam condignos com as Aprendizagens Essenciais homologadas pelo Ministério da Educação. Assim, pugna-se para que os alunos do 3.º ciclo de escolaridade, possam ser acompanhados por um professor com formação específica em Geografia, por três tempos letivos/semanais, seja em par pedagógico na concretização de um Domínio de Autonomia Curricular (DAC) ou em outros projetos de carácter inter ou multidisciplinar, devendo estes estarem registados nas componentes letivas dos alunos e dos professores. Nas últimas décadas, um terceiro pilar tem emergido entre os deveres da ciência: o de responsabilização social para a promoção de desenvolvimento e bem-estar. É um olhar sobre o conhecimento como algo mais do que aquilo que se acrescenta (por investigação) e se transmite (por ensino), interpelando-nos para enfrentar desafios contemporâneos com expressão diferente a escalas diversas e especificidades de cada contexto. Afinal, como conseguimos nós demonstrar que o desenvolvimento de base territorial é o mais promissor para a promoção da riqueza, da inclusão social e do bem-estar, em várias escalas e prolongamentos no tempo? Como o fazemos hoje e como o poderemos fazer melhor no futuro? Estas são as perguntas. Relativamente às respostas, recorda-se que, em áreas de baixa densidade populacional ou em espaços metropolitanos, as políticas e as ações são diferentes-cada vez mais diferentes-, o que é prova suficiente que a Geografia importa. Importa também-muito-quando se pensa no modo mais adequado de encontrar um futuro melhor para os que vivem ou irão viver num bairro degradado, junto a uma via com trânsito intenso; em áreas turísticas e propensas a cheias, em espaços ambientalmente protegidos de montanha ou numa planície quase despovoada. O desenvolvimento de "competências mais complexas" nos alunos não é possível sem a adequada participação da Geografia, que, por definição, se constitui, já em si, como um saber interdisciplinar, na fronteira da compreensão das inter-relações existentes entre Território-Natureza-Sociedade. A Geografia, ciência de valor universal e intemporal, na formação das gerações do futuro, é insubstituível na promoção da cidadania territorial para a intervenção, em particular na transformação dos territórios a diferentes escalas. Por isso, reafirmamos: sim, a Geografia importa. Muito.
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1. Estudo Urbanístico do Turismo em Lisboa Dados estatísticos O estudo, em que se baseia esta proposta de Regulamento de Alojamento Local, parte dos dados profundamente desactualizados (Censos de 2011) relativamente ao sector residencial,... more
1. Estudo Urbanístico do Turismo em Lisboa Dados estatísticos O estudo, em que se baseia esta proposta de Regulamento de Alojamento Local, parte dos dados profundamente desactualizados (Censos de 2011) relativamente ao sector residencial, pelo que não tem validade o rácio proposto para a relação entre uso residencial/AL para poder informar convenientemente a tomada de decisão política em 2019. Enquadramento Este Estudo foi elaborado apenas do ponto de vista Urbanístico e, portanto, deixa de fora importantes factores económicos e sociais envolvidos no Turismo e na Qualidade de Vida da cidade e dos seus habitantes. 2. A situação actual do AL De acordo com o estudo da ARHESP, de 20171, 60% dos AL foram criados em habitação devoluta. O que significa que, por defeito, cerca de 8 000 famílias perderam a casa devido ao AL. Este número não para de aumentar. Dados recentes demonstram que o AL, depois do anúncio das zonas de contenção não parou de crescer, mais ainda nas zonas limítrofes. Na verdade, o AL não tem número limite nas zonas visadas devido à excepção que foi criada para os prédios a necessitar de reabilitação urbana. A 1 de Janeiro de 2019, existiam já 19 610 alojamentos locais na cidade de Lisboa (dados da CML), o que resulta em mais 3 545 do que em Agosto de 2018. Estima-se que neste momento haja mais de 20 000 AL. Partindo dos dados que foram usados no "Estudo Urbanístico do Turismo em Lisboa" já mencionado, e que serviram de base à suspensão de novas licenças, registou-se um crescimento de 12% no número de registos entre agosto do ano passado e março deste ano. São valores que, por exemplo, já ultrapassam, por larga medida, as unidades de AL em Barcelona, cidade que apresenta uma maior densidade populacional, o que influencia negativamente o rácio população residente/população flutuante. 1 https://ahresp.com/2019/01/estudos-quality-qualificacao-e-valorizacao-do-alojamento-local-2/
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ARRENDAMENTO ARRENDAMENTO (IN)ACESSÍVEL? Não obstante a atenção recente que a questão da habitação tem ganho no discurso governamental, tal não significa que se traduza na aposta por parte do governo em atribuir ao setor da habitação a... more
ARRENDAMENTO ARRENDAMENTO (IN)ACESSÍVEL? Não obstante a atenção recente que a questão da habitação tem ganho no discurso governamental, tal não significa que se traduza na aposta por parte do governo em atribuir ao setor da habitação a dotação orçamental que expresse inequívoca intenção de realmente melhorar o acesso e as condições de habitação em Portugal.
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A «nova» Questão da Habitação | Partido Comunista Português http://www.pcp.pt/nova-questao-da-habitacao 1/3 INTERVENÇÃO DE LUÍS MENDES, DEBATE «POLÍTICAS PARA O TERRITÓRIO-DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO, UMA VISÃO ESTRATÉGICA» A «nova»... more
A «nova» Questão da Habitação | Partido Comunista Português http://www.pcp.pt/nova-questao-da-habitacao 1/3 INTERVENÇÃO DE LUÍS MENDES, DEBATE «POLÍTICAS PARA O TERRITÓRIO-DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO, UMA VISÃO ESTRATÉGICA» A «nova» Questão da Habitação 23 Fevereiro 2019, Montemor-o-novo Não obstante a atenção recente que a questão da habitação tem ganho no discurso governamental, tal não significa que se traduza na aposta por parte do governo em atribuir ao sector da habitação a dotação orçamental que expresse inequívoca intenção de realmente melhorar o acesso e as condições de habitação em Portugal. Em boa verdade, a Nova Geração de Políticas de Habitação e a Lei de Bases do Partido Socialista faz depender o financiamento para a execução da política nacional de habitação de múltiplas engenharias financeiras, inclusive com recurso a fundos de investimento e à captação de investimento privado, o que desresponsabiliza o Estado de verdadeira e expressiva afectação de capital, deixando esta questão, que é de suma importância, dependente e refém das vontades e interesses da iniciativa privada e do mercado, contribuindo para agravar as condições permissivas da financeirização da habitação. A habitação é um bem socialmente estratégico, que se tornou num fator de lucro considerável, afastando-se rapidamente do seu objetivo principal, a satisfação de uma necessidade social constitucionalmente consagrada. No atual quadro, a produção e a venda deste bem, com os valores de transação e as mais-valias arrecadadas exponenciadas pela especulação marginaliza todos aqueles que, tendo baixos rendimentos, necessitam de habitação. Progressivamente, a habitação foi e está a ser esvaziada da sua função social e económica ao transformar-se num mero produto mercantil e num ativo financeiro e especulativo, muitas vezes sem qualquer uso, não cumprindo a função social que a Políticas para o território-desenvolvimento equilibrado, uma visão estratégica Descentralização e políticas para o território Emprego de qualidade, combate ao despovoamento e xação da população-o contributo do movimento sindical de classe e da luta dos trabalhadores Produção e emprego Políticas de ordenamento e defesa da orla costeira Debate «Políticas para o território-desenvolvimento equilibrado, uma visão estratégica»
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PCP: Vereadores do PCP alertam para a fragilidade da proposta referente às Orientações Estratégicas para a Operação Integrada…... more
PCP: Vereadores do PCP alertam para a fragilidade da proposta referente às Orientações Estratégicas para a Operação Integrada… http://www.gab-pcp.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/vereadores-do-pcp-alertam-para-a-fragilidade-da-proposta-referente-as-orientacoes-estra… 1/1 Foram aprovadas em reunião de Câmara as 'Orientações Estratégicas' da proposta que a CML denominou 'Operação Integrada de Entrecampos'-apresentada como um todo que juridicamente não se enquadra em nenhum instrumento de gestão urbanística e que, por essa razão, levanta problemas quanto ao acompanhamento e escrutínio da sua realização. Esta operação prevê para os terrenos da antiga Feira Popular um projecto exclusivamente de promoção privada que inclui uso residencial e um 'business center de nível internacional'. Incorpora ainda 700 fogos de arrendamento acessível e equipamentos urbanos resultantes das cedências obrigatórias do PDM, a implantar em terrenos situados nas imediações dos terrenos da antiga Feira Popular. Pela sua dimensão e impacto previsto na cidade, esta operação urbanística justificaria uma ampla discussão pública das suas premissas, a par da consideração de soluções alternativas diversas, que tenham em conta as necessidades de desenvolvimento da cidade, as necessidades e os anseios de quem nela vive e trabalha. Em vez disso, a proposta é na sua génese um projecto com um programa funcional e formal fechado, o qual carece ainda de estudos quanto ao seu impacto funcional, social e ambiental. Não consta da proposta o estudo financeiro da autarquia que permitirá viabilizar a construção da habitação para arrendamento a custos acessíveis e que será, de acordo com as orientações aprovadas, de promoção exclusivamente municipal. Os vereadores do PCP defenderam a construção dos 700 fogos previstos ao abrigo do PACA, Programa de Arrendamento a Custos Acessíveis, aprovado em Fevereiro deste ano pela CML e proposto pelo PCP. O PACA prevê a disponibilização dos fogos para rendas a custos acessíveis, através de construção ou reabilitação com investimento totalmente público, sem dependência de capital privado, ao contrário do Programa Renda Acessível (PRA) com premissas diferentes e dependente de participação de entidades privadas. A 'Operação Integrada de Entrecampos' não responde às necessidades da população com os equipamentos propostos. A zona carece de um Centro de Saúde, referido em recomendação da Assembleia Municipal, que não integrou o programa. Com o equipamento cultural apresentado 'Memória do Teatro Vasco Santana' propõe-se um auditório de 650m2, subterrâneo, 'Memória do Teatro Vasco Santana', não constitui o equipamento cultural que os vereadores do PCP defenderam-um verdadeiro teatro que colmate uma insuficiente e desequilibrada distribuição de equipamentos culturais na cidade e esteja em consonância com a proporção do restante empreendimento. O sentido de voto dos vereadores do PCP, abstenção, valorizando embora a disponibilização de centenas de fogos para arrendamento a custos acessíveis, dando sequência prática ao PACA proposto pelo PCP e aprovado pela CML, resulta de dúvidas e discordâncias quanto a aspectos centrais destas " orientações estratégicas " , incluindo quanto ao método e forma desta operação na cidade, que não favorece a sua coesão social e territorial.
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A nossa tese é que a emergência e o recente desenvolvimento extraordinário do setor do imobiliário de luxo em Lisboa - manifestação mais visível na paisagem urbana do processo de super-gentrificação - tem de ser compreendido num contexto... more
A nossa tese é que a emergência e o recente desenvolvimento extraordinário do setor do imobiliário de luxo em Lisboa - manifestação mais visível na paisagem urbana do processo de super-gentrificação - tem de ser compreendido num contexto de governança urbana neoliberal, promotora de estímulos ao mercado e à iniciativa privada, mas também nas geografias neoliberais dos fluxos transnacionais de capitais à escala global.
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A gentrificação, “uma palavra suja” que agrava o desalojamento e a segregação residencial, é retratada ao Tornado pelo geógrafo Luís Mendes, investigador do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de... more
A gentrificação, “uma palavra suja” que agrava o desalojamento e a segregação residencial, é retratada ao Tornado pelo geógrafo Luís Mendes, investigador do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa. “A habitação não é hoje vista como um direito do Estado Social mas como mero activo financeiro”, diz. O académico e coordenador do movimento “Morar em Lisboa” fala da viragem neoliberal nas políticas urbanas e recorda os últimos dados do Banco Nacional de Arrendamento: “em média, são despejadas por dia cerca de 5,5 famílias, em todo o país”
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