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Apresentação da defesa de tese de mestrado em Paleografia e Diplomática, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2012 sobre a letra que era usada na Chancelaria Régia no reinado de D. João I, característica do reino... more
Apresentação da defesa de tese de mestrado em Paleografia e Diplomática, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2012 sobre a letra que era usada na Chancelaria Régia no reinado de D. João I, característica do reino de Portugal deste período, denominada por isso de Joanina.
Research Interests:
Apresentação da defesa de tese de mestrado em Paleografia
Research Interests:
Apresentação publica de defesa do tema de tese de doutoramento apresentada em Évora em 2017, no âmbito do PIUDHist (Programa INter-universitário de Doutoramento em História).
Research Interests:
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Dar a conhecer as implicações que determinados acontecimentos da centúria de Trezentos trouxeram para os homens que detinham a auctoritas da escrita pública, é o propósito desta reflexão. Procura-se, por isso, compreender algumas das... more
Dar a conhecer as implicações que determinados acontecimentos da centúria de Trezentos trouxeram para os homens que detinham a auctoritas da escrita pública, é o propósito desta reflexão.
Procura-se, por isso, compreender algumas das mudanças que possam ter ocorrido no corpo de oficiais da escrita – especialmente no tabelionado olisiponense da década de 60 para 70 - e como essas mutações se repercutiram no exercício da profissão e no relacionamento com as suas clientelas.
De lembrar que estes homens se deslocavam por toda a cidade, desde mosteiros a tribunais, ao paço e claro, às casas dos clientes. Sendo o séc. XIV português um período por excelência de produção documental e especialmente - devido à mortandade - de testamentos, não é de todo descabido que estes homens tenham tido uma exposição excessiva a factores de contágio e à morte. Os próprios tabeliães podiam tornar-se móbil de propagação da doença, ainda mais quando conviviam entre si nos scriptoria e nas confrarias de que faziam parte.
Terá sido a peste negra um factor essencial para as mudanças dos rostos do tabelionado régio de Lisboa, não só por alterações semelhantes aquando o grande surto de 1348 e as epidemias sucessivas, mas pelas consequências demográficas que se terão operado na sociedade de então.
RESUMO: A universidade medieval, enquanto instituição cultural por excelência e veículo essencial da produção e desenvolvimento intelectual da Europa de então, era consti-tuída por corpos académicos, entre os quais o oficialato do Estudo,... more
RESUMO: A universidade medieval, enquanto instituição cultural por excelência e veículo essencial da produção e desenvolvimento intelectual da Europa de então, era consti-tuída por corpos académicos, entre os quais o oficialato do Estudo, responsável pela adminis-tração e burocracia universitária. Nesse sentido, propomos tratar de um dos mais importan-tes oficiais da universidade medieval: o bedel. Neste artigo, com base em documentação régia e estatutária, propomos uma análise das características (formação académica, métodos de recrutamento, duração de carreiras, mecanismos de remuneração, serviço à coroa e igreja) e da evolução das funções deste cargo na universidade portuguesa, entre 1309 (correspondente ao primeiro momento em que ofício aparece documentado) e 1537 (ano da transferência definitiva para a cidade de Coimbra), enfatizando as transformações que atribuiriam ao refe-rido cargo uma dimensão económica e financeira, bem como um elevado grau de responsa-bilidade na preservação da esfera material da universidade. Palavras-chave: Bedel; Universidade; Idade Média; Portugal.
Letter from inquisitor Jerónimo Soares to the Lisbon Inquisition (?), following a prior exchange of correspondence, providing an account of the diligences undertaken by the Holy See concerning the suspension of the Portuguese Holy... more
Letter from inquisitor Jerónimo Soares to the
Lisbon Inquisition (?), following a prior exchange
of correspondence, providing an account of
the diligences undertaken by the Holy See
concerning the suspension of the Portuguese
Holy Office and the Quinquennium Papal Brief.

Carta do inquisidor Jerónimo Soares para a
Inquisição de Lisboa (?), no seguimento de
correspondência anteriormente trocada, onde
se relatam as diligências efetuadas na Santa Sé
relativamente à suspensão do Tribunal do Santo
Ofício português e ao Breve do Quinquénio.
1675, Roma, julho, 13
Deed of appointment of a third person in a three-lives lease of some houses, owned by the Monastery of São Vicente de Fora in the Jewish quarter of Alfama, previously leased to the widow Judia Viana, who thus appoints her... more
Deed of appointment of a third person in a
three-lives lease of some houses, owned by
the Monastery of São Vicente de Fora in the
Jewish quarter of Alfama, previously leased to
the widow Judia Viana, who thus appoints her
grandson.

Instrumento de nomeação de terceira pessoa
em emprazamento a 3 vidas de umas casas
que o Mosteiro de São Vicente de Fora tem na
Judiaria de Alfama e que tinha emprazadas à
viúva dona Judia Viana, que nomeia o seu neto.
1462, Lisboa, agosto, 12
Este estudo surge no âmbito do projecto Oeconomia Studii (PTDC/EPHHIS/3154/2014), que pretende estudar o financiamento, gestão e recursos da universidade portuguesa durante as épocas medieval e moderna, e tem como corolário abordar a... more
Este estudo surge no âmbito do projecto Oeconomia Studii (PTDC/EPHHIS/3154/2014), que pretende estudar o financiamento, gestão e recursos da universidade portuguesa durante as épocas medieval e moderna, e tem como corolário abordar a existência e os efeitos da exclusão social dos escolares em Portugal. Na verdade, no estudo que se tem firmado sobre as universidades medievais, o tema da exclusão não está excluído: se por um lado, temos fontes que falam de auxílio a escolares pobres, como o pagamento de bolsas de mantimento, por outro lado, verifica-se que existe também alguma exclusão e segregação social, exercida pelas populações das cidades, sobre os estudantes. Nas fontes, documentos compilados no Chartularium Universitatis Portugalensis, observamos com frequência a recusa dos proprietários em alugar ou vender casas aos estudantes da universidade, entre outros atos de exclusão, combatidos apenas pela resiliência da Coroa em desenvolver um Estudo Geral no reino português, não só capaz de suprimir as necessidades de letrados e juristas sentida internamente, mas também apto para atrair estrangeiros. Propomo-nos então a detetar, analisar e sistematizar o fenómeno de exclusão social dos escolares, rejeitados continuamente pelas cidades onde se estabelecia a Universidade, durante sensivelmente o seu primeiro século de existência, ou seja, desde a sua fundação até ao final do reinado de D. Fernando (1288-1383), e consequentemente a resposta do monarca para atenuar os efeitos dessa mesma exclusão. Em contrapartida, outra problemática central à análise da exclusão, é o facto de que, até o século XVI, a Universidade portuguesa ser verdadeiramente única no panorama europeu, pela sua constante itinerância entre Coimbra e Lisboa. Nesse sentido, parece-nos pertinente arriscar uma correlação entre a volatilidade dos Estudos Gerais e o ambiente de tensão entre os Concelhos e os escolares, e por essa razão, propomos também analisar esta questão, não só sob a perspetiva de uma universidade em busca da cidade ideal para lançar alicerces definitivos, mas também de uma universidade em fuga de uma cidade que não os queria.
Palavras-chave: Exclusão; Escolares; Cidade; séc. XIV.
Research Interests:
Esta monografía tiene por objetivo común el análisis de las intersecciones entre el individuo y sus comunidades, y cómo la inclusión y la exclusión se manifestó en las ciudades bajomedievales europeas. En la Baja Edad Media, los discursos... more
Esta monografía tiene por objetivo común el análisis de las intersecciones entre el individuo y sus comunidades, y cómo la inclusión y la exclusión se manifestó en las ciudades bajomedievales europeas. En la Baja Edad Media, los discursos de exclusión/ inclusión social se convirtieron en un instrumento básico para el
gobierno urbano, ya que permitió a los líderes laicos y eclesiásticos mantener el control de los habitantes de los centros urbanos sobre la base del mantenimiento
de una determinada disciplina social y de una sociedad “ordenada”. Así, se definió la sociedad urbana medieval como una comunidad de valores acorde a la legislación
eclesiástica y secular, y se articuló un discurso político, que se incorporó a la esfera de lo público. La comunidad urbana se tuvo que acomodar a un marco legal e ideológico y a unos parámetros de comportamiento, en el que la exclusión y la inclusión de la comunidad fueron una poderosa herramienta de comunicación de la disciplina social.