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João Baía
    Este artigo procurará, em primeiro lugar, traçar brevemente as linhas gerais da política de habitação do Estado Novo, que criou zonas diferenciadas destinadas a diferentes classes sociais e diferentes funções, empurrando as fábricas e as... more
    Este artigo procurará, em primeiro lugar, traçar brevemente as linhas gerais da
    política de habitação do Estado Novo, que criou zonas diferenciadas destinadas a diferentes
    classes sociais e diferentes funções, empurrando as fábricas e as classes subalternas para
    bairros na periferia. O plano de urbanização de Étienne de Gröer para Coimbra contemplava o
    alargamento da cidade para norte e um maior afastamento do centro de Coimbra dos
    moradores da zona da Estação Velha, que foram desalojados e realojados provisoriamente de
    1957 a 1974 em barracas de madeira, numa das novas zonas industriais projetadas pelo
    arquiteto e urbanista situada no eixo Loreto-Pedrulha. O SAAL (Serviço de Apoio
    Ambulatório Local), projeto incontornável, quando se discute políticas de habitação em
    Portugal, contou com a participação de equipas pluridisciplinares (arquitetos, engenheiros,
    geógrafos, desenhadores, sociólogos) e tinha como objetivo criar um modelo para a resolução
    do problema da carência e precariedade habitacional de grande parte da população
    portuguesa. Em Coimbra, no ano de 1975, estavam em curso quatro operações que iriam
    alojar 260 famílias, mas apenas a Operação SAAL da Relvinha chegou à fase de construção,
    alojando 34 famílias em casas construídas pelos moradores. A investigação sobre as memórias
    dos moradores do bairro da Relvinha e de membros de grupos externos que apoiaram o bairro,
    publicada em 2012, permitirá compreender melhor a relação que se estabeleceu entre o
    movimento de moradores e as políticas de habitação, na cidade de Coimbra; e as razões pelas quais houve uma mobilização tão intensa no bairro da Relvinha durante o período denso que
    se seguiu ao 25 de abril de 1974.
    Palavras-chave: políticas de habitação, zonamento, resistência quotidiana, SAAL,
    aprendizagem mútua
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    BAÍA, João (2017) “Contrabando e Relações Transfronteiriças” in Bruno Monteiro e Nuno Domingos (coord.), Portugal em Falta – Atlas Improvável, Lisboa, Santillana Editores, pp. 156-159.
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    As práticas ambíguas do governo no controlo dos fluxos fronteiriços influenciam atividades como contrabando, ou emigração irregular, facilitando certos tipos de fluxos de mercadorias e pessoas, mas impedindo outros tipos. Alguns... more
    As práticas ambíguas do governo no controlo dos fluxos
    fronteiriços influenciam atividades como contrabando, ou emigração irregular, facilitando certos tipos de fluxos de mercadorias e pessoas, mas impedindo outros tipos. Alguns testemunhos indicam situações que exigem uma reconfiguração de práticas como o passador que teve de emigrar para escapar às autoridades ou o ex-emigrante irregular que veio a Portugal de férias e levou alguém de forma irregular na sua viagem de regresso a França. As redes sociais e os fluxos são cruciais para compreender as zonas de fronteiras. No entanto, é difícil traçar uma fronteira clara entre as práticas de fronteira relacionadas com a emigração irregular, porque esses papéis e atividades misturavam-se frequentemente.
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    Baía, João (2016), "Kaleidoscopic memories of ‘mutual learning’ process on SAAL operation of Relvinha neighbourhood", in José António Bandeirinha, Delfim Sardo, Gonçalo Canto Moniz (Ed.), 74-14 SAAL and Architecture, pp. 177-184. Coimbra... more
    Baía, João (2016), "Kaleidoscopic memories of ‘mutual learning’ process on SAAL operation of Relvinha neighbourhood", in José António Bandeirinha, Delfim Sardo, Gonçalo Canto Moniz (Ed.), 74-14 SAAL and Architecture, pp. 177-184. Coimbra / Porto: e|d|arq - Publications of the Departament of Architecture, University of Coimbra, Centre for Social Studies, Fundação de Serralves
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    Neste livro, o autor, a partir das memórias dos moradores do Bairro da Relvinha, procurou analisar as possíveis razões que conduziram a um envolvimento dos seus moradores de grande intensidade, durante o PREC. Aderiram ao SAAL e... more
    Neste livro, o autor, a partir das memórias dos moradores do Bairro da Relvinha, procurou analisar as possíveis razões que conduziram a um envolvimento dos seus moradores de grande intensidade, durante o PREC. Aderiram ao SAAL e participaram activamente na construção das novas casas que substituíram as barracas de madeira, onde tinham sido realojados “provisoriamente” durante vários anos. Este processo de autoconstrução e este período é relatado como um período excepcional no bairro da Relvinha e na cidade de Coimbra. Um dos objectivos desta investigação foi compreender o passado de alguns dos informantes que foram desalojados da zona da Estação Velha e que ainda hoje vivem na Relvinha e a forma como este passado influenciou o modo como se envolveram no SAAL e no movimento de moradores de Coimbra. Episódios relacionados com a campanha de Humberto Delgado, com o movimento estudantil foram alguns dos relatados pelos moradores. As práticas e as tradições dos moradores antes do realojamento e depois, bem como as múltiplas estratégias de sobrevivência são outros temas focados nesta obra. Finalmente, este livro pretende ser um contributo para uma maior compreensão de um período e de problemáticas relacionadas com os movimentos sociais, memória, resistência quotidiana, SAAL e autoconstrução a partir da perspectiva dos moradores e “amigos” de um bairro, que foi sendo, ao longo dos tempos, empurrado para a periferia.
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    Este livro pretende contribuir para uma renovação da temática da habitação a partir da reunião de textos que dão forma a um diálogo teórico-metodológico cujos principais focos de estudo são as políticas de habitação, as consequências da... more
    Este livro pretende contribuir para uma renovação da temática da habitação a partir da reunião de textos que dão forma a um diálogo teórico-metodológico cujos principais focos de estudo são as políticas de habitação, as consequências da sua execução para as populações visadas e a forma como estas reagiram a essas políticas. Tendo por base o cruzamento de investigações de terreno aprofundadas e do olhar de diferentes disciplinas, como Antropologia, Arquitetura, Sociologia e Estudos Culturais, é possível conhecer a perspetiva dos moradores e de outros intervenientes sobre as políticas de habitação. Esta obra tem um âmbito nacional, de análise das duas grandes políticas de habitação social após o 25 de Abril – Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL) e Plano Especial de Realojamento (PER) – e uma componente internacional, designadamente acerca dos debates gerados nas ciências sociais em torno do contexto brasileiro das favelas
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